quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Relato comentado: "Podemos conhecer um Univers? Reflexões sobre um grão de sal." ( Sílvia )

Cientista americano, mestre em Física e doutor em Astrofísica e Astronomia, Carl Edward Sagan (09/11/34 – 20/12/96), em seu texto “Podemos conhecer o Universo? Reflexões sobre um grão de sal”, produzido em 1979, nos diz que a ciência é um modo de pensar, baseada na experimentação e na maneira de desafiar velhos dogmas para ver o Universo como ele realmente é.
Ao mesmo tempo que faz crítica, dá exemplos de várias questões interessantes para investigações científicas e pergunta até que ponto podemos compreender realmente este Universo que está à nossa volta.
Afirma também que o Universo é incognoscível, e que o homem não tem como decifrá-lo. Já que isso não é possível lança um desafio: Como não podemos conhecer o Universo, poderemos conhecer em detalhes um grão de sal ?
Existem leis naturais, regras que resumem qualitativa e quantitativamente a forma de como o mundo funciona. Poderíamos imaginar um Universo no qual não houvesse tais leis. Para compreender esse Universo precisaríamos de um cérebro tão grande quanto o próprio Universo.
Para finalizar diz em seu texto que um Universo incognoscível não é lugar para um ser pensante e que o Universo ideal para nós é aquele que habitamos e imagina que isso não é apenas uma coincidência.
O texto em questão é de grande importância para a ciência e nos instiga a refletir e conhecer mais como foi construído esse Universo.

Relato comentado: O milagre brasileiro. ( Pacheco )

Boris Fausto, no seu texto, "O milagre brasileiro"consegue fazer um amplo diagnóstico da situação econômica do Brasil na época (1969-1973) estabelecendo concordância e discordância do projeto econômico do governo ao apontar que o crescimento econômico atingiu um indíce elevado, ele também aponta a causa de tal façanha de maneira crítica "o governo brasileiro lançou mão de empréstimos externos, o que agravou a dívida externa". O mesmo ele faz em relação ao forte avanço industrial e o abandono dos programas sociais, dizendo que um não acompanhou o outro, de forma crítica cita o capitalismo como sendo selvagem..."O capitalismo selvagem caracterizou aqueles anos e os seguintes, com seus imensos projetos que não consideravam nem a natureza nem as populações locais. A palavra ecologia mal entrara nos dicionários e a poluição industrial e dos automóveis parecia uma bênção...".

Relato comentado: O milagre brasileiro. ( Sílvia )

Fausto Boris, no seu livro História do Brasil (São Paulo – EDUSP/FDE – 1999, páginas 485 – 487) argumenta em linguagem verbal e escrita o período que ficou conhecido como Regime Militar.
Explica sobre o “Milagre Brasileiro” e coloca Delfim Neto como o principal responsável do que aconteceu com a política econômica do Brasil, como também o aumento da dívida externa do país em 1967, onde os países em desenvolvimento mais avançados aproveitaram os incentivos fiscais do governo para fazer empréstimos externos e fixar suas indústrias no Brasil (as multinacionais).
Escreve também sobre o mascaramento do índice de inflação, o aumento dos salários dos trabalhadores qualificados e a desvalorização dos salários dos que eram pouco qualificados.
O autor, neste texto nos faz refletir sobre as conseqüências que o destaque do país no contexto mundial (potencial industrial e econômico) em detrimento do descaso com a ecologia, habitação, educação e os indicadores muito baixos de saúde.
O texto em questão é de grande valia para a compreensão da nossa realidade social, ambiental, econômica e política, contribuindo bastante para a história do Brasil.

Relato comentado: Se um viajante numa noite de inverno. ( Pacheco )

Itálo Calvino, convida você a conhecer o sua obra "se um viajante numa noite de inverno" de maneira prazerosa, fazendo você se aproximar no mundo da imaginação e fascinação, que a leitura oferece ao leitor. O autor faz algumas indagações a vida, seu cotidiano e visão de mundo.Como por exemplo:..." Você já aprendeu que o melhor que se pode esperar é evitar o pior. É essa a conclusão a que chegou, tanto na vida privada como nas questões gerais e nos problemas do mundo. E quanto aos livros?..."-ou então "Não que você espere algo de especial deste livro em particular. Você é daquelas pessoas que, por princípio, já não esperam nada de nada. Há tanta gente, mais jovem ou mais velha que você, que vive à espera de experiências extraordinárias – dos livros, das pessoas, das viagens, dos acontecimentos..."

Relato comentado: Se um viajante numa noite de inverno. ( Sílvia )

Texto de Ítalo Calvino, escrito em 1982 e traduzido para o Brasil em 1999, por Nilson Moulin. São Paulo: Companhia das Letras.
O autor, em sua narrativa, coloca o leitor como protagonista da história dando instruções de como e de quantas maneiras se pode ler um bom livro.
Recomenda concentração, relaxamento, isolamento, boa luminosidade e algumas posições que julga serem as melhores.
Diz ainda que não importa o lugar onde esteja, deixe o mundo da leitura te dominar. Não importa a idade, seja jovem ou velho, é sempre tempo de ler. Viaje no tempo e no espaço, e busque experiências extraordinárias através da leitura de um bom livro.
Fala também da falta de expectativa do leitor ao ler um romance ou um texto qualquer.
Na minha opinião, o autor exagerou um pouco em relação à tantas recomendações, apesar de considerar que algumas são imprescindíveis (posição, concentração e luminosidade). A boa e saudável leitura enriquece o conhecimento, abre caminhos para muitas oportunidades com ou sem todos estes rituais.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Atividade 2: Termos da lista de palavras

Célula
do Lat. celula, pequena cela
s. f.,
dim. de
cela;
casulo de semente;
cada um dos quartos ou alojamento dos cardeais;
Med.,
a mais pequena porção do organismo capaz de vida independente;
cada um dos elementos plásticos, microscópicos, dos tecidos orgânicos;
pequena cavidade ou interstício no tecido esponjoso dos ossos, etc. .
Tempo
do Lat. tempus
s. m.,
duração limitada, por oposição à ideia de eternidade;
período;
época;
sucessão de anos, dias, horas, momentos, que envolve, para o homem, a noção de presente, passado e futuro;
meio indefinido onde se desenrolam, irreversivelmente, as existências na sua mutação, os acontecimentos e os fenómenos na sua sucessão;
certo período determinado em que decorre um facto ou vive uma personagem;
oportunidade;
ensejo;
estação ou ocasião própria;
prazo;
duração;
estado atmosférico;
Mús.,
cada uma das partes completas de uma peça musical, em que o andamento muda;
duração de cada parte do compasso;
Gram.,
flexão indicativa do momento a que se refere o estado ou a acção dos verbos.
loc. adv.,
a -: oportunamente, em boa hora;
a dois -s, a quatro -s: ciclos de funcionamento de um motor.
Coroa
do Lat. corona
s. f.,
ornamento circular para a cabeça, que se usa como sinal de honra, de regozijo, ou de simples adorno;
a parte mais elevada de alguma coisa;
alto, cume, cimo;
a parte superior do dente;
cobertura metálica com que se reveste a parte superior do dente para a proteger;
tonsura dos clérigos;
calvície circular;
fig.,
prémio, galardão;
ornamento circular feito de flores naturais ou artificiais que se coloca no caixão ou túmulo;
designação de várias moedas portuguesas (antigas) e estrangeiras;
círculo luminoso em volta de alguns astros;
estado governado por monarquia;
o poder, a dignidade real;
a monarquia;
rosário que compreende sete pais-nossos e sete dezenas de ave-marias;
tufo de penas na cabeça de algumas aves;
nome de duas constelações;
banco de areia;
cabo náutico que encapela nos mastros e mastaréus de gáveas;
calvície nos joelhos do cavalo;
Bot.,
apêndice na corola ou na base de algumas flores;
Brasil,
baixio nos estuários;
s. 2 gén.,
pessoa madura ou idosa.
Geom.,
- circular: superfície plana entre duas circunferências concêntricas.





Texto Micrócus, de Tacus

O micrócus é um micróbio. E como tal não o poderemos ver, a não ser, é claro, por um microscópio. Ele, porém, dificilmente é visto, mesmo através de tal aparelho, pois sua timidez não tem limite. Detesta aparecer. Quando o empurramos à força, ele fica vermelho e nunca nos olha no rosto. Sua função é trazer até nós uma doença fatal: a microcunésia!!! Pois se ele nos espeta com aquela setinha que carrega na mão, o resultado é terrível, se bem que ninguém saiba exatamente o que é, pois nunca ninguém foi espetado. Extremamente delicado e atencioso com todos, ele tem seus aposentos nas proximidades do Cerebellum, num quartinho por demais confortável, graciosamente florido, com as flores dispostas com notável bom gosto pelo quarto, em belos vasos sangüíneos. Nesse mesmo quarto, ele arrisca de vez em quando pintar um quadro e, sem nenhuma pretensão, pinta lindos motivos florais de cativante frescura.
Podemos até visitá-lo depois de seu expediente, quando seremos acolhidos com um lanche apetitoso. Se ele não conversa muito, por causa de sua timidez, escuta maravilhosamente – e, principalmente, acredita em tudo o que a gente fala e adora as nossas piadas.
Certa vez, um micrócus se apaixonou por um anticorpo que era freira. Desse amor impossível resultou a desgraça dos dois. Ela, por sua heresia, foi queimada viva numa úlcera, transformando-se em santa e indo para o céu da boca. Ele foi condenado a passar o resto da vida numa prisão de ventre.
Mas o micrócus mais célebre foi um que conseguiu escalar um homem de dois metros, dos pés à cabeça, em três horas apenas; lá chegando, hasteou, altiva, a bandeira da sua espécie, imortalizando-a para todo o sempre.
( TACUS A criação das Criaturas, Ed. Vanguarda, S.P., 1977, p. 33 (c) Dionísio Jacob, com autorização da Edições SM).